A POEIRA DA ESTRADA APAGOU O NOME DELA
Moacir Laurentino (ML) e Sebastião da Silva (SS) SS Eu passeei com meu bem pelo cantinho da sorte, já cruzei de Sul a Norte, de Leste a Oeste também e o destino ingrato vem nos deixa dores, seqüela, e hoje da minha bela tenho lembrança e mais nada. A poeira da estrada apagou o nome dela. SS Naquela nossa casinha, que tinha na encruzilhada, bem na beira da estrada, a casa era dela e minha, lá o nome dela tinha, desenhado na janela, mas hoje não estou com ela e a casa já está fechada. A poeira da estrada apagou o nome dela. ML O antigo casarão do meu amor verdadeiro, que eu abracei no terreiro, lhe dei aperto de mão, hoje só tem solidão, a tristeza e a seqüela, está velhinha a cancela, pendida e escancarada. A poeira da estrada apagou o nome dela. SS Naquele belo recanto, que foi nossa moradia, onde havia CANTORIA, muita festa em todo canto, houve novena de santo, no altar e na capela, só tem o santo e a vela, onde a missa era rezada. A poeira da estrada apagou o nome dela. ML A mulher ...
